O misticismo de Israel - a Cabala - nos dá os fundamentos do ocultismo ocidental, e o famoso hieróglifo - a Árvore da Vida – constitui-se em importante símbolo de experienciação espiritual, provavelmente o mais compreensível para as mentes do Ocidente.

 

A Cabala é essencialmente monoteísta; os poderes classificados na Árvore da Vida são poderes de Deus e estabelece o governo centralizado do Cosmo sobre todas as manifestações.

 

A Árvore Cabalística da Vida, porém, aceita quaisquer outros sistemas que se referem a Deus, aceitando desde um método egípcio, grego, nórdico, druida ou afrobrasileiro, entre outros; por exemplo, teríamos em Netzach respectivamente Ísis, Afrodite, Freya, Ceridwen e Oxum representando os poderes de Vênus.

 

 

 

Podemos personificar as forças da Natureza nos termos da consciência humana (deuses) ou podemos abstrair a consciência humana nos termos das forças naturais. O que é verdade para uma gota é verdade para um oceano, tendo em conta a diferença de escala ou dimensão.

 

No estudo da Cabala usam-se os símbolos como meios para concentrar a mente e introduzir novos pensamentos, evocando ideias e sentimentos, ou seja, utiliza-se o símbolo como um meio para guiar o pensamento no Invisível e no Incompreensível.

 

Aquilo que as palavras são em relação ao pensamento, os símbolos são para a intuição (mental abstrato). A Árvore da Vida é um símbolo que serve para investigarmos e calcularmos as complexidades da existência, tanto no âmbito visível quanto invisível, seja na Natureza (macrocosmo), seja nas profundezas de nossa Alma (microcosmo).